O Sol surge no horizonte e, com ele, os primeiros raiares do dia. A partir daí, a vida acontece. Não à toa que, rapidamente, em meio ao frescor da manhã e envolto ao processo de evaporação do orvalho, se ouve os primeiros cantos dos pássaros. Com sua natureza aguda e adocicada, eles transpiram gentileza e delicadeza enquanto enaltecem a pureza e, ao mesmo tempo, a vulnerabilidade da natureza.
O interessante, nesse ínterim, porém, é perceber que, por meio da entrada de uma guitarra que se baseia em uma performance aveludada de essência bluesada em união ao frescor do violão, a canção acaba transpirando curiosas notas de melancolia na atmosfera. Com seu timbre de grande semelhança àquele de Nasri Atweh, Steven Browley, acompanhado de uma maciez suavemente ácida vinda do wurlitzer que preenche os espaços harmônicos, transforma a canção em um ecossistema interessantemente lamentador.

Ainda assim, é inegável a constatação de que a canção alcança o feito de ser envolvente e de veias curiosamente ternas. Mergulhando em um refrão que, no entanto, enaltece aquela inclinação entristecida, a canção, ao mesmo tempo que agora se apoia em um groove bojudo trazido pelo baixo, é capaz de oferecer requintes de uma motivação à reflexão. É assim que Linda Moo And Piggy Sue traz consigo uma espécie de chamado para se discutir o bem-estar animal.
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