É como sentir a brisa fresca do vento banhando a pele nua do rosto em um entardecer primaveril. Enquanto, abaixo da colina, as ondas valsam criando um som natural tranquilizante, a revoada de pássaros proporciona certo grau de hipnotismo que preenche o céu. É nesse ínterim que o jardim disposto não muito longe dali, transpira seu aroma floral hipnotizante purificando o pulmão do viajante.
Essa é a paisagem sensorial que o teclado delicado de Rick Wakeman proporciona ao ouvinte. Com uma postura repleta de serenidade, gentileza e educação, o instrumento faz com que a obra seja agraciada por um charme inebriante que contagia a audiência com seu dulçor espectral. De estética erudita, mas flertando cuidadosamente com o jazz, as frases entoadas por esse personagem sonoro dão liberdade para que a obra, enfim, flua para o primeiro verso.
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É nesse instante que uma voz masculina de timbre brando e agridoce se funde ao frescor suspirante do violão, arregimentando a natureza frágil da composição. Trazendo consigo uma similaridade estética para com Colorful, single creditado ao The Verve Pipe, Don’t Believe The World é trazida pelo Return Of The Human como sua música mais importante, o que a torna um produto definitivamente marcante.
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